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Palavra do Presidente - Pr. Jair Mendonça Pereira

Texto – Mateus 9.35-38 e 10.8-13

Introdução:

    Os textos lidos mencionam dois aspectos da atividade missionária de Jesus: O 1º aspecto do cap. 9, vs 35 de Mateus retrata a ação divulgadora do evangelho por toda parte. O 2º aspecto ressalta os recursos que a obra de evangelização necessita como apoio para a concretização da Palavra de Deus nos corações.

Comentando: 

Vivemos períodos e contextos de dificuldades econômicas das mais diversas. Em toda a história da expansão missionária a obra da pregação do evangelho desde a igreja primitiva até nossos dias tem enfrentado e superado todo tipo de crise. Hoje, com toda a tecnologia e facilidades econômicas, não são poucos os que usam a falta de dinheiro como desculpa para o não comprometimento com a obra missionária. Mas a verdade é que o dinheiro nunca foi o fator determinante da obra de evangelização, embora ele seja necessário para cobrir os custos que a obra de Deus na terra sofre em conseqüência das necessidades humanas e materiais. Os textos de Mateus 9.35 e 10.8-13 dá-nos a compreensão de que Jesus deixou claro quais eram os recursos para a evangelização, ao demonstrar 4 (quatro) deles com seu exemplo missionário. O dinheiro não estava neles incluído, e nem deveria ser uma preocupação que impedisse os discípulos de avançar na evangelização:
1º Recurso:  Vida disponível para a obra de Deus:

  “e percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando...,pregando...,e curando”. Jesus deixa-nos o exemplo de que a sua vida estava totalmente disponível, envolvida e comprometida na divulgação do evangelho. Isso independe de dinheiro. Quando alguém se coloca a disposição de Deus para a sua obra. Emprega seus talentos, seus dons, inteligência, sua capacidade para percorrer cidades, vilarejos, aldeias, comunidades ribeirinhas com o propósito de ensinar, pregar o evangelho do reino de Deus a pessoas de sua própria cultura ou de outras culturas e raças o resultado desse esforço pessoal é ter a satisfação no coração de:

1)Ser um canal de divulgação do reino de Deus na terra;

2)Contemplar vidas serem alcançadas para o reino de Deus. 

3)Ter a consciência de está cumprindo a vontade de Deus;

Além da vida de Jesus disponível para a obra de Deus damos como exemplo a vida de Paulo. Separado e escolhido pelo Espírito Santo para obra missionária Atos 13.2, 4,5. A satisfação pessoal que Paulo sentia por fazer a obra de Deus era tão intensa que ele chegou a expressar que não tinha a própria vida por preciosa contanto que cumprisse o ministério, o serviço que recebeu de Deus para pregar o evangelho.(Atos 20.24). Portanto, para que a ação divulgadora do evangelho aconteça por toda parte é necessário que a vida de alguém esteja colocada inteiramente à disposição de Deus para fazer a sua obra. Isso implica não impor qualquer dificuldade, desculpa, alegação de ocupação secular que impeça fazer a obra de Deus. Portanto, o recurso aqui não é o dinheiro é a vida. Vida livre, desimpedida para ser usada por Deus.

2ºRecurso: Vida comprometida em fazer única e exclusivamente a vontade de Deus.

Jesus não colocou sua vida a disposição de Deus para fazer a sua vontade. Também ele não se sujeitou à vontade de seus discípulos, ou à vontade e a vaidade humana dos fariseus, saduceus e judeus. Jesus não só estava comprometido mais consciente do conteúdo de sua missão. A mensagem e os benefícios da evangelização eram para ser ministrada ao povo de graça  “...de graça recebestes, de graça daí”. Jesus tinha aconsciência que todo o benefício da evangelização que atingisse a vida das pessoas, a salvação de suas almas, curas, milagres, libertação de opressão maligna etc. eram bênçãos oriundas da graça, misericórdia e compaixão que Deus sente pelo homem. Como filho de Deus, e como Deus se esvaziou. Não teve por usurpação ser igual a Deus. Nem tirar a glória de Deus.  Não procurou fazer marketing, nem publicidade pessoal dos milagres e prodígios que à tantos beneficiou. Seu alvo era a glória de Deus. Não mercantilizou, comercializou ou simulou as bênçãos de Deus.  Não cobrou um centavo por milagres, prodígios ou libertação. Seu alvo era resgatar o homem das trevas do pecado para a luz da comunhão com Deus. Sua vida foi voluntariamente exposta na cruz do Calvário, para satisfazer a justiça de Deus para salvar o homem da condenação eterna. Jesus rasgou o escrito de dívida que pesava contra todos os seres humanos, e expôs os satânicos credores ao desprezo público. Col. 2.13-15. Jesus pagou com o sacrifício de sua vida a dívida do pecado de todos nós e de toda a humanidade. Dívida que contraímos não com o diabo, mas com Deus. O Apóstolo Pedro em sua epístola no cap 1.18-20 afirma que o resgate dessa dívida custou o sangue puro e santo de Cristo por amor a nós. E o Apóstolo Paulo também afirma na sua epístola aos II Coríntios 5.22 que Deus exigiu que Jesus se fizesse pecado por nós, para que através de sua vida sacrificada fossemos feitos justiça de Deus. Ou seja, alcançássemos absolvição de nossas culpas mediante o mérito do seu sangue inocente e santo derramado. Portanto, Jesus sempre agiu para fazer e satisfazer única e exclusivamente à vontade de seu Pai por amor a nós. Que amor maravilhoso! O preço da evangelização do mundo pecador já foi pago com sua vida. O evangelho agora deve ser oferecido de graça, sem exploração financeira, sem extorsão de valores, sem coação de renda visando benefício próprio. Essas atitudes mercenárias assistidas diariamente na mídia tida como evangélica não combina e está inteiramente em desacordo com o evangelho da graça de Deus, como já profetizado pelo Profeta Isaías 55.1. O evangelho não é mercadoria para ser comercializado, vendido, negociado, explorado ou banalizado. O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. O Evangelho pregado por Cristo nunca visou o lucro, e o ganho material, seu propósito foi arrebatar vidas das mãos do diabo, libertá-las da escravidão do pecado e fazer dessas vidas cidadãos, salvos, redimidos do reino de Deus.

3ºrecurso: Vidas movidas para sustentar materialmente a obra.

É Deus quem move corações para pagar o salário dos trabalhadores e as despesas materiais do seu reino na terra. O milagre da multiplicação dos 5 pães e 2 peixes é um fato bíblico que ilustra bem essa verdade. O menino que doou os seus 5 pães e 2 peixinhos foi encontrado no meio da multidão que ouvia Jesus. Seu coração foi movido pelo Espírito Santo a dar a Jesus aqueles 5 pães e 2 peixes. Não imaginaria que seu pequeno lanche ia servir para alimentar não só aquela multidão de mais de 5 mil homens, mais os próprios discípulos que acompanhavam Jesus. Após ver a sua oferta abençoada por Jesus não só comeu bem mais como testemunhou a sobra de 12 cestos cheios de pedaços de pães e peixes. Da mesma forma, hoje, Deus continua movendo corações de pessoas para doar ofertas para sustentar os trabalhadores e pagar as despesas materiais do seu reino realizadas aqui na terra. Ninguém que doa para o reino de Deus. Ninguém que oferta para o reino de Deus fica com menos do que possuía antes de doar ou ofertar. Sempre vai sobrar e nunca vai faltar. Deus não transfere as despesas do seu reino para terceiros. Utilizando o atributo da sua onisciência, Ele sabe que os recursos materiais e financeiros para o sustento de sua obra estão no meio do seu povo. Então, pelo seu Espírito, move corações para que atendam as necessidades materiais do seu trabalho. A recomendação de Jesus aos seus discípulos foi para que não alimentassem a preocupação de levar bolsa, ou alforje, contendo prata ou ouro para o campo missionário, pois Deus sabedor de suas necessidades materiais ia não só prover com dignidade o sustento de seus trabalhadores como remunerar abundantemente todo aquele que se comprometesse integralmente com sua obra. Aqueles que estão preocupados com o que comer ou beber ainda estão vivendo como os gentios, seus olhos estão fixos no mundo material, ainda não aprenderam a confiar em Deus. Viver e depender de Deus e crer na infalível promessa quando buscamos seu reino e sua justiça em primeiro lugar todas as demais coisas serão acrescentadas. Aqueles que deixaram casas, profissão, amigos, faculdades, renunciaram tudo pela obra de Deus, nunca vão passar fome. Jamais serão desamparados, desassistidos, e esquecidos. Ao chegarem nos campos missionários em qualquer parte desse mundo, sempre a boa notícia do evangelho de Cristo abrirá corações que lhes darão o que comer e beber. Sempre haverá uma mesa onde poderão fazer suas refeições. Sempre haverá um abrigo que os protegerá da chuva e do sol. Deus cuida, Deus zela, Deus sustenta. Foi isto que Jesus assegurou a todo aquele que se dedica a trabalhar no seu reino. Marcos 10.28-31 e Lucas 10.4-9.

4º  recurso: Vidas que sustentem em oração a obra

Mateus 9.36-38Jesus ao ver o estado espiritual da multidão cansada, errante, abatida, como ovelhas que não tem pastor, e a carência de mão de obra para atendê-la evocou o recurso da oração “...A seara (o campo missionário) é realmente grande, mas os ceifeiros são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que envie ceifeiros para a sua seara” . Onde estão os obreiros, os evangelistas, os missionários, os pastores para atender as necessidades espirituais da obra? A resposta na oração. A oração é a fonte que suplica o envio, a inspiração, a capacitação, a coragem, a intrepidez, e o livramento, aos que Deus levantará para estarem na linha de frente da batalha. A oração é a fonte de provimento da mão-de-obra que Deus enviará para substituir aqueles que já estão no fim da carreira ministerial, ou para suprir a carência desse recurso. Amados irmãos clamem ao Senhor da obra, de manhã, de tarde, de noite, de madrugada, para suprir o envio de  obreiros segundo o seu coração para apascentar seu povo. Clamem! Clamem! Clamem! Orem sem cessar. 

Conclusão:

Muitas igrejas e crentes da atualidade deixaram, e alguns estão deixando de se envolver, se comprometer, contribuir para a expansão da obra de Deus na terra, seduzidos que foram por uma visão local de estruturar mega igrejas, com ministérios bem sucedidos, com um expressivo patrimônio e renda financeira cujo propósito perceptível se vê na vaidade do ego de seus líderes. No entanto, Deus que rege a história de sua obra tem mantido servos fiéis aos seus propósitos que jamais permitirão que missionários voltem dos campos por falta de amparo e sustento. Porém, creio conforme Hudson Taylor, precursor da evangelização da China disse: “A obra de Deus, feita segundo a vontade de Deus, jamais terá falta dos recursos de Deus”. Sofrerão prejuízos e juízo divino sim, os não engajados, os omissos, os indiferentes, os que fecham seus olhos e mãos para impedir o avanço da obra na conquista do homem perdido. Diga não a essa postura diabólica. Amém
                                         
Jair Mendonça Pereira
Pastor da Cong. Batista do Parque S. Pedro
Pres. da CBARG 2560 OPBB/Secção-AM
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Pr. Jair Mendonça Pereira
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